A terapia ocupacional de acordo com Jacobs & Jacobs (2006), é a disciplina de saúde preocupada com a capacitação funcional e o bem-estar. Uso terapêutico dos cuidados pessoais, trabalho e actividades de lazer para aumentar a independência funcional, o desenvolvimento e prevenir a incapacidade. Pode englobar adaptação de tarefas ou ambientes para obter o máximo de independência e melhorar a qualidade de vida.
Segundo a AOTA (cit. por Marques & Trigueiro, 2011 p. 70), a terapia ocupacional é a prática baseada no uso terapêutico das actividades diárias (ocupações) com pessoas ou grupos de modo a promover a sua participação nos papéis e situações da casa, escola, local de trabalho, comunidade e outros contextos. Os serviços de terapia ocupacional têm como objectivo promover a saúde e o bem-estar àqueles que têm, ou estão em risco de poder vir a desenvolver, uma doença, lesão, desordem, condição, deficiência, incapacidade, limitação nas actividades ou restrição na participação. Os terapeutas ocupacionais abordam aspectos físicos, cognitivos, psicossociais, sensoriais e outros relativos ao desempenho, nos vários contextos, de forma a suportar o envolvimento da pessoa nas actividades diárias, interferindo na saúde, bem-estar e qualidade de vida.
Para Moreira (2008 p. 80), a terapia ocupacional é uma profissão da área da saúde que, tradicionalmente, actua no campo da reabilitação. No processo de reabilitação, o terapeuta faz uso da acção humana, através das actividades da vida prática e quotidiana da população atendida.
REFERÊNCIAS
Jacobs K. & Jacobs L. (2006). Dicionário de terapia ocupacional: guia de referência. (4.ª ed.). São Paulo: Editora ROCA.
Marques, A. & Trigueiro M. J. (2011). Enquadramento da prática da terapia ocupacional: domínio e processo. (2.ª ed.). Porto: Editora Livpsi.
Moreira, A. B. (2008). Terapia ocupacional: história e abordagens territoriais/comunitárias. Revista Vita et Sanitas, 2: (02): 80-91.

